Respeito é bom e todo mundo gosta.


Adriana Marinho

O colaborador é essencial para o cumprimento das atividades da empresa, pois é ele quem produz, gerencia, divulga e leva o produto ou serviço até o cliente. Além de ser fundamental para o seu bom funcionamento, ele é antes de tudo um ser humano que é digno de respeito. Já evoluímos muito quanto à organização das empresas e quanto às relações interpessoais que acontecem em torno dela, mas ainda há quem se julga superior a outras pessoas e se acha no direito de explorar seus colaboradores em benefício próprio.

Toda empresa ou organização de negócios se constrói permeada por pessoas diferentes, de vários níveis hierárquicos e classes sociais, que assumem funções específicas dentro da empresa. Essas funções, desde as mais básicas até as mais complexas, são indispensáveis para a manutenção e o crescimento do negócio. Porém, quando alguma delas falha, uma desordem é desencadeada e pode afetar até o produto final e a imagem da empresa.

Recentemente tive a infeliz experiência de conhecer uma empresária que entende que todos os seus colaboradores devem estar a seu favor. Não só a favor da empresa pela qual são contratados, mas a favor pessoal da empresária. Essa “mulher de negócios” parece acreditar que todas as pessoas precisam dela e se sente no direito de explorá-las, já que paga seus ordenados. Porém, a relação que aí se estabelece é uma relação de desrespeito do patrão e subserviência do colaborador, que se sente coagido a atender a qualquer pedido por medo de perder o emprego.

E por pensar assim, que retirei imediatamente as colaboradoras da Fast Cleaning, que prestavam serviços em sua empresa, ao saber que ela tentava explorar a mão de obra delas em favor próprio, ou de sua empresa. Colocando-as para fazer serviços que não eram de suas responsabilidades. Não permito que nossos colaboradores sejam explorados ou humilhados por quem quer que seja... eles são nossos parceiros e não escravos.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos evidencia que todos os seres humanos são iguais em dignidade e direito e que devem agir uns para com os outros com respeito e harmonia. Mas não é preciso recorrer à leitura deste documento para saber como tratar as pessoas. O princípio das relações interpessoais é bem mais simples e objetivo: respeito é bom e todo mundo gosta. Por acaso existe alguém que gosta de ser explorado e humilhado? Desconheço. O respeito deve ser recíproco e deve se dar independentemente de qualquer coisa, em qualquer tipo de relação.

O empresário que explora, destrata, humilha e fere a integridade emocional de um colaborador não é digno de ver o seu negócio prosperar. Quem aceita que terceiros, ou mesmo clientes, faltem com respeito aos seus profissionais, igualmente não merece o sucesso. O colaborador não é um objeto manipulável, é um ser humano que se dispõe a contribuir com o seu tempo, seus conhecimentos, suas habilidades e seu trabalho a favor de um bem coletivo: o sucesso da empresa. Assim como o funcionário precisa do trabalho, a empresa precisa de cada uma das pessoas que ali estão para existir. Por isso, acredito que é primordial preservar a integridade emocional do colaborador, prevenir qualquer situação constrangedora e não deixar que ele sofra nenhum destrato ou descaso, por quem quer que seja.

Redação: Intertexto

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